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Cresce procura por segurança

 

A tradição de deixar a cidade rumo às praias no verão traz também uma natural preocupação com segurança. Deixar a casa sem ninguém ou passar semanas em um local ermo no litoral levantam incertezas.

E por isso a procura por equipamentos de segurança aumenta, de acordo com o secretário do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Rio Grande do Norte (Sindesp), Ricardo Roland.

Se por um lado a procura aumenta, o período também favorece a atuação de pessoas e empresas sem qualificação e que atuam de forma ilegal.
Não há estatísticas oficiais para medir o aumento da procura por seguranças e equipamentos eletrônicos, mas alguns empresários sustentam uma elevação de 20% a 30% nessa demanda. São dois os principais pontos de convergência: contratação de pessoal para a segurança em casas de praia e equipamentos eletrônicos para a segurança das residências que ficam sem ninguém durante as férias. Tudo isso é alimentado pelo período de férias. As famílias viajam e tanto não querem deixar a casa desprotegida como querem proteção durante o veraneio.





"Existe um aumento considerável. As pessoas procuram segurança tanto para suas casas como nas praias da região metropolitana", diz Ricardo Roland, secretário do Sindesp.

O proprietário da empresa Alert, Tércio Cardoso, também confirma o aumento. "É comum que a partir de dezembro começa a procura, um pouco antes das pessoas saírem de férias", explica Tércio.

Além da contratação de segurança, os equipamentos mais procurados durante o período são a cerca elétrica e o sistema de alarmes e sensores. Pensando na economia, segundo Ricardo Roland, muitas pessoas preferem contratar serviços mais baratos, sem saber se de fato são adequados e prestados com responsabilidade. "Muitas vezes o mais barato acaba saindo caro", diz Roland.

O custo mensal médio de um serviço como esse, de monitoramento eletrônico, fica entre R$ 200 e R$ 300. "Abaixo disso, é um preço fora da realidade. É preciso desconfiar", diz Roland. Algumas empresas também vendem o equipamento, sem acompanhamento. Nesses casos, o custo é superior a mil reais. "Não dá para economizar com preços inexeqüíveis, muito abaixo do mercado", complementa Ricardo Roland.

Existe um entendimento de que a segurança eletrônica seja uma prerrogativa das empresas de segurança privada, mas a regulamentação ainda tramita no Congresso.

Segundo o Sindesp, o projeto de lei em tramitação torna a prestação de serviços ilegais um crime, com pena de reclusão entre quatro e seis anos. Para o Sindicato, é necessário procurar a Polícia Federal e checar a legalidade da empresa a ser contratada antes de assinar qualquer coisa. "Só assim o usuário vai saber se o serviço é qualificado e está de acordo com a lei", encerra Ricardo Roland.

 

 
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