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Congresso sobre segurança privada reúne profissionais de todo o Estado

Começou nesta terça-feira, no Hotel Atlântico, no balneário Cassino, o 10° Congresso Estadual dos Trabalhadores em Segurança Privada do Rio Grande do Sul. O evento, que tem sua primeira edição sediada no Município, segue até o próximo sábado reunindo cerca de 100 representantes e trabalhadores da categoria de todo o Estado.

O objetivo do encontro é discutir temas relacionados à segurança privada, qualificação profissional, diminuição da jornada de trabalho, informalidade, redução da carga tributária, projetos de periculosidade, aposentadoria especial e, principalmente, a regulamentação da profissão.

O presidente da Força Sindical do Rio Grande do Sul, Cláudio Janta, que ministrou palestra abordando especialmente a qualificação profissional, considera que o crescimento econômico insere milhares de pessoas no mercado de trabalho, e é fundamental que os profissionais estejam qualificados. “Rio Grande passa por uma grande revolução econômica, e é preciso qualificar o pessoal daqui para trabalhar, não trazer gente de fora”, salientou Janta.

O sindicalista também colocou em questão a alta carga tributária e os juros, cujas reduções são fundamentais para ativar a produção e geração dos empregos. “Os juros altos geram a informalidade”, completou o presidente. Ele explicou que o trabalho informal acaba saindo mais barato para o empregador manter o funcionário e o empregado, por sua vez, recebe o salário “limpo”. Janta também remete ao fato as altas jornadas de trabalho. “A diminuição da jornada de trabalho também é uma luta nossa, estamos batalhando pela aprovação da proposta de emenda constitucional que prevê a jornada de trabalho para 40 horas semanais”, explicou. Atualmente a jornada de trabalho dos vigilantes é de 44 horas.

O coordenador regional do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ricardo Franzoi, salientou que a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais poderá gerar mais de 1,8 milhão de novos postos de trabalho no Brasil. Janta salientou que seriam gerados mais de 2 milhões e meio de empregos no País, sendo 171 mil no Estado e cerca de 3 mil e 500 novos empregos em Rio Grande.

Ainda sobre a informalidade, o presidente da Federação Profissional dos Trabalhadores em Segurança Privada do RS (FEPSP-RS), Evandro Vargas dos Santos, salientou a importância da aprovação do PL 039/99. “Além de regulamentar a profissão, este projeto vai gerar empregos e combater a informalidade”, relatou. Evandro disse ainda que o Projeto de Lei que regulamenta a profissão está tramitando há 10 anos entre os parlamentares “que ainda não se deram conta da sua grandeza”.

Após, reunir-se com o prefeito Fábio Branco, Cláudio Janta disse que a Prefeitura se prontificou a participar da criação de um plano de qualificação profissional, juntamente com a Força Sindical. O plano virá a beneficiar os setores hoteleiros, comércio e serviços e será entregue ao Ministério do Trabalho no dia 6 de novembro.

 

 
Fonte: Jornal Agora (Rio Grande - RS) - Colaboração: Datasafe Mercantil e Serviços Ltda
 

 
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